terça-feira, 11 de setembro de 2007

Apresentação

Glaucia, Leidimar e Lucinede: Somos alunas do curso de EAD Tecnologias da Educação - especialização - da PUC-Rio.
Mostramos aqui um pouco do que estamos desenvolvendo na nossa monografia sobre o uso do computador na educação básica através do estudo de obras de especialistas no assunto como Valente, Martínez, Tedesco e Carmen Neves.

Pedagogia da Autoria

"A pedagogia da autoria busca concretizar desafios lançados por Paulo Freire, Vigotsky, Piaget, Morin e outros educadores que põem em relevo a complexidade e totalidade do ser humano e sua capacidade de construir significados e de gerar projetos e conhecimentos socialmente relevantes. " (Carmen Neves)
É importante frisar que a pedagogia da autoria não se trata de transferir a responsabilidade do processo educacional para os alunos. Estimular a autonomia, a busca de conhecimento, a criatividade, sim. Mas, os professores se fazem presentes no planejamento e acompanhamento, dando uma linha mestra, garantindo uma organicidade que faz com que os alunos adquiram conhecimentos significativos ao fim do processo.O processo de autoria desperta uma capacidade de leitura crítica dos alunos e professores, tornando-os mais capazes de lidar com a mídia. Além disso, a apresentação pública de sua criação tende a trazer uma compreensão melhor do processo de construção do conhecimento além de um senso de responsabilidade e compromisso ético para os autores. A pedagogia da autoria, como coloca Carmen Neves, “incentiva o uso integrado de múltiplas linguagens e promove a autoria e o respeito à pluralidade e à construção coletiva, reconhecendo nos alunos, professores e gestores sujeitos ativos e não passivos”.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O professor e sua nova ferramenta: o computador

Segundo Moran:
“Ensinar e aprender são os desafios maiores que enfrentamos em todas as épocas e particularmente agora em que estamos pressionados pela transição do modelo industrial para o da informação e do conhecimento.“ (Moran 2000, p.12).
Nesse contexto, o computador passa a ocupar um lugar central em nossa sociedade, devido, principalmente, às suas características de armazenagem e manipulação de dados, aliadas à capacidade de visualização de imagens. Ao mesmo tempo, o computador ressurge como uma ferramenta capaz de potencializar a capacidade de aprendizagem nas escolas.
O papel do professor sofre profundas alterações ao recorrer às tecnologias da informação – ao invés de reproduzir discursos já exauridos em seus conteúdos – devendo oferecer ao aluno condições de se apropriar dos conhecimentos, com sua própria iniciativa, autonomia e interagir ativamente com o mundo que o cerca.

O computador como ferramenta do processo ensino – aprendizagem

O computador apresenta recursos que facilitam a aprendizagem e o trabalho do professor, pois:
“O computador deixa de ser um meio de transferir informações e passa a ser a ferramenta com a qual a criança pode formalizar os seus conhecimentos intuitivos”.
(SEYMOUR PAPERT, 1985).

O USO INTELIGENTE DO COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO por JOSÉ ARMANDO VALENTE

"Os software que promovem o ensino existentes no mercado mostram que a
tarefa do professor é passível de ser totalmente desempenhada pelo
computador e, talvez, com muito mais eficiência. Primeiro, o computador
tem mais facilidade para reter a informação e ministrá-la de uma maneira
sistemática, meticulosa e completa. O computador jamais se esquece de um
detalhe, se isso estiver especificado no seu programa. Uma dor de cabeça ou
um problema familiar jamais altera a sua performance. Segundo, essa
capacidade de sistematização do computador permite um acompanhamento
do aluno em relação aos erros mais freqüentes e à ordem de execução das
tarefas. Muitas vezes o professor tem muita dificuldade em realizar esse
acompanhamento que pode ser feito pelo computador de uma maneira muito
mais detalhada. Terceiro, os sistemas computacionais apresentam hoje
diversos recursos de multimídia, como cores, animação e som,
possibilitando a apresentação da informação de um modo que jamais o
professor tradicional poderá fazer com giz e quadro negro, mesmo que ele
use o giz colorido e seja um exímio comunicador. A vida das crianças está
tão relacionada com o uso dessas mídias que é inglório tentar competir com
a informática.
Se é esse o panorama, a pergunta mais natural é por que não enveredarmos
por esse caminho e disseminarmos os software que promovem o ensino? A
questão é que essa abordagem educacional não dá conta de produzir
profissionais preparados para sobreviver no mundo complexo em que
vivemos. O mundo atualmente exige um profissional crítico, criativo, com
capacidade de pensar, de aprender a aprender, de trabalhar em grupo e de
conhecer o seu potencial intelectual, com capacidade de constante
aprimoramento e depuração de idéias e ações. Certamente, essa nova atitude
não é passível de ser transmitida mas deve ser construída e desenvolvida por
cada indivíduo, ou seja, deve ser fruto de um processo educacional em que o
aluno vivencie situações que lhe permitam construir e desenvolver essas
competências. E o computador pode ser um importante aliado nesse
processo."

Fábula francesa

A fábula a seguir foi contada por Juan Carlos Tedesco, educador argentino, em entrevista à revista Nova Escola de outubro de 2002 quando da sua visita ao Brasil, que nos fala da aprendizagem através da repetição:
Um homem se dirigia em procissão à Catedral de Chartres e, no caminho, encontrou um trabalhador quebrando pedras, muito angustiado e aborrecido. Ao ser indagado do motivo, explicou: "Estou aqui fazendo esse trabalho desumano, tenho dores pelo corpo, tenho sede, nenhum outro trabalho e estou condenado a fazer isso pelo resto de minha vida". Mais adiante encontrou outro homem fazendo a mesma coisa, mas com uma feição mais satisfeita. Este lhe contou: "Consegui esse emprego que me permite ter um salário e dar de comer aos meus filhos. Estou contente com esse trabalho que me permite viver". Mais adiante, encontra um terceiro homem, também a quebrar pedras, mas com um rosto de extrema felicidade. Este lhe disse: "Estou construindo uma catedral!".
Segundo ele, saber para que se está fazendo alguma atividade é fundamental para dar um sentido à aprendizagem.
Para ver mais sobre a entrevista acesse:
http://novaescola.abril.com.br/index.htm?ed/156_out02/html/fala_mestre

A evolução do computador

O computador pessoal, uma das invenções que mais revolucionou o mundo empresarial e de entretenimento, nos últimos anos, celebra, hoje, o seu 25/o aniversário.A 12 de Agosto de 1981, a IBM apresentou o seu primeiro PC (’personal computer’, em português computador pessoal) a um preço inicial de 3.280 dólares.
Tratava-se de uma máquina com 11 quilos de peso e apenas 15 centímetros de altura, com um pequeno monitor (27,94 centímetros) a branco e preto.
Dada a rápida evolução tecnológica por que passou entretanto a indústria informática, o primeiro computador pessoal parece já uma relíquia resgatada da Pré-História.
O primeiro PC da IBM, cuja divisão de computadores pertence agora à empresa chinesa Lenovo, integrava um microprocessador Intel 8.088 de 16 bits a 4,7 megahercios (MHz), e 16 kilobytes de memória RAM.
O invento revolucionário conseguiu um maior acolhimento do que o prognosticado pelos analistas de então e invadiu rapidamente os escritórios, dos Estados Unidos à Europa e à Ásia.
Segundo fontes da Lenovo, as previsões de vendas para os cinco primeiros anos de comercialização eram de 241.683 dólares, número que foi ultrapassado só num mês; em Dezembro de 1984, já tinham sido vendidos 250 mil computadores pessoais.
Mesmo assim, os analistas vaticinaram que em finais do séc. XX haveria uns 80 milhões de computadores pessoais em todo o mundo, muito abaixo dos 500 milhões que já tinham sido vendidos no ano 2000.
O director do Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Lenovo para Espanha e Portugal, Pascual Martínez, diferencia três etapas na evolução dos PC, uma invenção que nasceu para «revolucionar e para se introduzir na vida diária das pessoas».
Segundo ele, o computador pessoal viveu uma primeira etapa, na década dos anos 80, em que se alargou no âmbito empresarial e ajudou a transformar toda uma série de processos de trabalho.
Posteriormente, em princípios da década de 90, o desenvolvimento das aplicações gráficas facilitou o uso daquelas máquinas por parte de qualquer pessoa e permitiu a sua introdução em todos os lares.
Esta segunda etapa de desenvolvimento acelerou-se a partir de 1994 com a incorporação do CD-ROM, o que aumentou as possibilidades do uso do computador no campo do entretenimento, com os conteúdos musicais e de vídeo, e os jogos.
Além disso, outro factor determinante foi a chegada do computador à universidade e a sua utilização por parte dos estudantes para prepararem as suas tarefas e trabalhos, recorda Pascual Martínez.
Contudo, em 2000 chegaria a autêntica revolução do mundo informático graças ao aparecimento de outra “invenção do século”, a Internet, e a sua rápida expansão em todo Mundo.
O dirigente da Lenovo indica que, nesta nova etapa, o PC transformou-se numa ferramenta extremamente útil para estabelecer comunicações em tempo real e aceder à informação a partir de qualquer lugar e a qualquer momento, uma vantagem ainda mais patente com a generalização dos computadores portáteis e com as tecnologias em rede.
Sobre o futuro do computador pessoal, a Lenovo promete novos avanços no contínuo processo de miniaturização das máquinas.
Segundo Pascual Martínez, os computadores do futuro primarão por uma ainda maior mobilidade, leveza e «conectividade total».
Fonte : Agência Lusa